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Análise | Deathconsciousness

20 de dez. de 2023
2 min de leitura

Atualizado: 14 de fev. de 2024





Essa foi minha primeira experiência tanto com Deathconsciousness quanto com Have a Nice Life. Ao analisar a capa do álbum, já é possível imaginar o tom a se encontrar. Mas nenhuma imaginação é o suficiente ao se deparar com a extrema melancolia que é a primeira faixa, A Quick One Before the Eternal Worm Devours Connecticut.


Deathconsciousness consegue transmitir vividamente o sentimento de depressão e falta de esperança que o compositor Dan Barrett se encontrava enquanto gravava o álbum. O álbum é dividido em duas partes: The Plow That Broke the Plains e The Future. Eu nem vou escrever a respeito da transição para que quem leia possa ter a experiência completa ao ouvir o álbum; mas é extremamente notável a mudança de tom. Ambas apresentam um aspecto demasiado ‘niilista’, porém enquanto a primeira trata-se de um niilismo desesperador, a segunda trata de um niilismo libertador. O álbum consegue excepcionalmente definir o ambiente ao se ouvir, onde muitas vezes é muito bem aproveitado simplesmente fechar os olhos e deixar a imaginação solta. Recomendo ainda, em uma segunda ou terceira vez que escutar o álbum, simplesmente realizar alguma outra atividade deixando o álbum de fundo, e veja como isso lhe afeta.


A Quick One Before the Eternal Worm Devours Connecticut: A faixa de abertura do álbum já prepara o ouvinte para o que há a vir. O que é sentido é um vazio quase que relaxante, aquele sentimento que vem ao simplesmente aceitar que não há nada a fazer, mas que ao fundo tem-se uma certa amargura.


Waiting for Black Metal Records to Come in the Mail: Essa é uma surpresa muito agradável na sequência do álbum. Tenho um certo receio a escrever a respeito; é um sentimento restrito a ouvir álbum. O máximo que consigo definir é como uma luz que brilha muito fraca.


I Don’t Love: Talvez seja minha faixa favorita do álbum inteiro. Após lhe arrastar por uma hora inteira, Deathconsciousness se despede com aquela terrível sensação de que tudo é apenas um ciclo.



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