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Análise | The last of us Parte II

14 de set. de 2020
3 min de leitura

Atualizado: 14 de fev. de 2024


The last of us, como todos sabem, se trata de um game em um mundo pós-apocalíptico. Para começar essa análise deixo um recado prévio. The last of us part dois não vai ser uma unanimidade como foi o primeiro, esse aqui vai dividir muito as opiniões. Muitos vão amar, muitos vão odiar e outros vão achar mais ou menos. Então, não espere a reação de alguém para jogar, tire suas próprias conclusões do game. O enredo do game é Completamente ligado ao primeiro jogo, todas as ações e decisões de todos os Personagens são cometidas por causa dos acontecimentos do primeiro. Dito isso, Não faz sentido você jogar o dois sem ter jogado o primeiro. A narrativa do Game pode ser um tanto quanto complicado de se entender, pois ele dá saltos no Tempo, tanto para trás (flashbacks) como para frente e isso pode confundir ou deixar algumas pessoas perdidas.



A história do game vai muito além de um simples entretenimento, ela te mostra como a nossa sociedade é preconceituosa e egoísta, mesmo em tempos de “fim do mundo” (teria data de lançamento mais importante que esse?). Digo mais, o jogo trás em muitos momentos uma crítica às religiões, como a representação dos serafitas, que são um tipo de religião ou seita que são muitos severos em suas “leis” e bem preconceituosos.



Me agradou muito à forma que abordaram a homossexualidade da Ellie, de forma tão natural sem forçar nenhum relacionamento. Em geral a abordagem LGBTQ+ de TLoU é incrível. Em relação à nova personagem do jogo (Abby), pode demorar um tempo para se acostumar estar jogando com ela, mas depois que percebe-se o quão importante é sua parte na história, nos mostrando como tudo tem dois lados, a sua game play começa a melhorar. Jogar com Abby foi um soco no estômago, me dizendo que ninguém nessa história é mocinho ou vilão, e sim que todos são apenas pessoas sobrevivendo e lutando pelo que amam.



Falando agora da gameplay, assim como o primeiro que fez história, o segundo faz também. Trazendo uma jogabilidade insana de bom, com lugares para explorar, um tipo de mundo semiaberto muito legal. Além do mais, o game tem inúmeras opções de estratégia de combate, como o estilo furtivo, no qual você pode se agachar e deitar no chão. Ou o mais agressivo, podendo pular e se jogar em cima do oponente. Confesso que o game vacila em alguns aspectos como os personagens humanos antagonistas com visões além do alcance e armas que são muito duradouras. Mas em geral eles estão ótimos, mais inteligentes e comunicativos.



Os bots que te acompanham ao longo do jogo evoluíram muito se comparar ao primeiro, pois agora eles não ficam mais parados enquanto você faz tudo, agora eles ajudam no combate (não em todos), te ajudam com dicas de onde ir ou até te informam onde o inimigo está localizado. O game está muito mais violento que o primeiro, com cenas de combate brutais e muito mais viscerais, você sente cada impacto do golpe. A cinemática está incrível, você nota as expressões de raiva, dor e medo dos personagens quando está em combate, é simplesmente incrível. Se a ambientação do primeiro já era incrível, aqui não é diferente, a riqueza de detalhes, cada quarto, sala e até ambientes escuros. O jogo conta também com muitos momentos de pura adrenalina e terror que assusta mesmo! Falando dos infectados, além dos já conhecidos como: estaladores, corredores e baiacus. Temos também infectados novos, os trôpegos e os espreitadores que cara, me fizeram passar muita raiva.


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