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Crítica | Taxi driver

6 de mai. de 2023
1 min de leitura

Atualizado: 14 de fev. de 2024


Não tenho tanto conhecimento de cinema para cravar nada (se é que isso seja possível na arte) mas Taxi driver me traz um sensação de Noir (ou até mesmo neo-noir) muito forte. O ritmo que Scorsese dita aqui relembra esse gênero, é lento mas narrativamente envolvente. O diretor tem paciência pra construir seu personagem, que está em uma dicotomia entre a sanidade e a loucura — a atuação genial de De Niro expõe  isso muito bem, Trevis tenta ao máximo ignorar sua insanidade que se torna cada vez mais frequente por meio de sua solidão melancólica.


Além do mais, a fotografia desempenha um papel fundamental aqui (tal qual os filmes noir), sobretudo, o uso das cores da noite de NY — a distorção da luz tem muito significado aqui, principalmente, no início e no fim do filme — a cidade é viva mas esconde segredos. A cidade é quase um personagem, cheio de mistérios, político mas hipocrita, presente e recluso. Um personagem duvidoso.


Taxi driver é dicotomia ética e moral, que cria um elo significativo entre o bem e o mal, entre o certo e o errado. Uma obra complexa que explora o homem e seus comportamentos diante da solidão e da sociedade. Scorsese é gênio ao esclarecer essa ideia na imagem, no contraste da luz e da sombra, no espelhos que refletem o homem como ele é: ambivalente.


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